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Durante
todo o processo de beatificação e
canonização, foram apurados mais de
23 mil milagres dedicados à Frei Galvão.
Dois deles foram aqueles escolhidos para serem analisados,
comprovados e parte fundamental para o processo
de santificação do Frei.
O primeiro milagre foi reconhecido em 1998, ano
em que frei Galvão foi beatificado. Nove
anos antes, a menina Daniela Cristina da Silva tinha
sido desenganada pelos médicos por causa
de uma hepatite do tipo A. Daniela pegou uma infecção
hospitalar e acabou com uma hemorragia no sistema
digestivo. Depois de uma parada cardíaca,
entrou em coma.
A recomendação dos médicos
foi para que a mãe, Jacyra, rezasse, pois
era o que, na opinião deles restava de esperança.
E foi exatamente o que ela fez. Pediu a graça
ao Frei Galvão, dando as pilulas para a menina.
Curada, antes de ir para casa ver a família,
os pais levaram a menina para o Mosteiro da Luz,
no centro da capital. Colocaram a garota em cima
do túmulo do frei e agradeceram pela graça
alcançada. Daniela tem hoje 21 anos e trabalha
normalmente.
O segundo milagre reconhecido pelo Vaticano, e responsável
pela canonização do Frei Galvão
foi o de Sandra Grossi de Almeida. Ela tinha o útero
bicorne, com duas cavidades de dimensões
muito pequenas e assimétricas, e sofreu três
abortos. Quando soube que estava grávida
novamente ficou desesperada e tomou as pílulas.
A criança nasceu com problemas respiratórios,
mas recebeu alta uma semana depois. Segundo a freira,
para o milagre ser reconhecido é preciso
uma cura instantânea e rápida, sem
seqüelas para o doente e que seja tratada como
inexplicável pela medicina.
Esses foram apenas dois dos milhares de outros milagres
que já ocorreram, e que certamente ainda
irão acontecer com a graça e bençãos
desse Santo homem de Deus e de Nossa Senhora.
Como o Vaticano reconhece um milagre?
Para ser reconhecido, o milagre precisa ser instantâneo,
de efeito duradouro e sem explicação
científica. Pelas regras, o relato da cura
tem que ser feito por, no mínimo, 10 pessoas.
Quem recebe a graça só pode ter rezado
a um candidato a santo, com exceção
de Nossa Senhora. O caso é avaliado por cinco
médicos do Vaticano, sem que um saiba do
parecer do outro. Em seguida, é levado para
a análise de sete teólogos. O processo
é traduzido para o italiano e estudado pela
Comissão de Bispos e Cardeais, composta por
mais 10 pessoas. O Papa anuncia a comprovação
do milagre e os cardeais são consultados
formalmente no final. |
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